Incidência Em Um Ano E Perfil Epidemiológico De Fraturas De Fêmur Proximal Em Idosos No Hospital Ana Costa, Santos – SP
DOI:
https://doi.org/10.37497/JMRReview.v1i1.7Palavras-chave:
Fratura de Fêmur Proximal, Perfil Epidemiológico, Ortopedia, GeriatriaResumo
Introdução: A maioria das fraturas de fêmur proximal (FFP) afeta idosos, visto que mais de três quartos dessas fraturas ocorrem em pacientes com idade superior a 75 anos. Para estes pacientes, a FFP muitas vezes representa um evento disruptivo, despojando-os de sua auto-sustentabilidade já potencialmente prejudicada pela idade.
Objetivo: Avaliar a incidência da FFP em idosos que foram atendidos no Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Ana Costa, localizado na cidade de Santos - SP.
Resultados: O número de mulheres foi estatisticamente maior do que o número de homens na amostra avaliada. Em relação a faixa etária geral, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas. Entretanto, ao avaliar idosos com mais de 80 anos, as mulheres mais uma vez foram mais frequentes, e com maior média de idade. No que tange às fraturas, foi observada diferença significativa do ponto de vista estatístico para as fraturas de colo de fêmur e transtrocanterianas em ambos os sexos, que foram as mais incidentes, exceto no grupo de homens com mais de 80 anos, onde não houve predominância de nenhum tipo de fratura.
Observou-se ainda que as modalidades de síntese PTQ e PFN-curto foram as mais utilizadas em ambos os sexos. Quando os pacientes foram divididos por sexo, ambos os métodos foram mais frequentemente utilizados no sexo masculino.
Conclusão: Este trabalho apontou um elevado risco de fraturas de fêmur especialmente entre as mulheres com mais de 80 anos de idade, principalmente aquelas que ocorrem no colo e na região transtrocanteriana. Ainda, a maior parte das sínteses foi realizada com os métodos PTQ e PFN.
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