Perfil Epidemiológico Das Malformações Congênitas Identificadas No Serviço De Ginecologia E Obstetrícia De Um Hospital Universitário
DOI:
https://doi.org/10.37497/JMRReview.v2i1.44Palavras-chave:
Malformações, Epidemiologia, Obstetrícia, GinecologiaResumo
Introdução: As malformações congênitas são defeitos no desenvolvimento de órgãos e regiões corporais presentes desde o nascimento. Fatores genéticos e ambientais podem causar malformações, com algumas associações fenotípicas compartilhando mecanismos etiológicos comuns. Compreender o perfil epidemiológico das malformações é fundamental para campanhas de prevenção e atendimento sistemático.
Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico das malformações congênitas identificadas no serviço de Ginecologia e Obstetrícia de um hospital universitário localizado na cidade de Bragança Paulista – SP.
Método: Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo, e de natureza quantitativa que contempla as notificações internas de malformações congênitas identificadas nos fetos de gestantes atendidas no Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus – HUSF.
Resultados: A amostra deste estudo foi constituída por 95 notificações de malformações, sendo 21 em 2017 (22,11%), 10 em 2018 (10,53%), 10 em 2019 (10,53%), 13 em 2020 (13,69%), 12 em 2021 (12,63%), 14 em 2022 (14,73%) e 15 em 2023 (15,78%). A frequência de malformações do ano de 2017 foi significativamente maior do que aquela observada no restante dos anos avaliados (p = 0,04). A média de idade materna no período estudado foi de 29,3 ± 7,4 anos. As malformações mais comumente identificadas foram aquelas ocorridas em estruturas do sistema nervoso central, assim como aquelas identificadas no sistema cardiovascular.
Conclusão: Em nosso estudo as malformações mais frequentes se associaram a estruturas do sistema nervoso central, assim como cardiovasculares. A despeito do fato de que este levantamento pontual não avaliou os fatores de risco nas gestantes, ressalta-se que o contato com produtos agrícolas podem estar associados às malformações, sugerindo a necessidade de criação de campanhas de esclarecimento às gestante sobre os perigos da exposição a esses compostos.
Referências
ANTONOV, O. V.; SHIRINSKIĬ, V. A.; ANTONOVA, I. V. Hygienic risk factors of congenital malformations. Gigiena I Sanitariia, n. 5, p. 20–22, 2008.
CIFUENTES, L. et al. Congenital malformations: a model predictive based on risk factors. Revista Medica De Chile, v. 117, n. 6, p. 611–617, jun. 1989.
CORSELLO, G.; GIUFFRÈ, M. Congenital malformations. The Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine: The Official Journal of the European Association of Perinatal Medicine, the Federation of Asia and Oceania Perinatal Societies, the International Society of Perinatal Obstetricians, v. 25 Suppl 1, p. 25–29, abr. 2012. DOI: https://doi.org/10.3109/14767058.2012.664943
CREMONESE, C. et al. Pesticide consumption, central nervous system and cardiovascular congenital malformations in the South and Southeast region of Brazil. International Journal of Occupational Medicine and Environmental Health, v. 27, n. 3, p. 474–486, jun. 2014. DOI: https://doi.org/10.2478/s13382-014-0269-5
EMMS, A. et al. Next Generation Sequencing after Invasive Prenatal Testing in Fetuses with Congenital Malformations: Prenatal or Neonatal Investigation. Genes, v. 13, n. 9, p. 1517, 24 ago. 2022. DOI: https://doi.org/10.3390/genes13091517
IBAÑEZ, H. C. et al. Spatial trends in congenital malformations and stream water chemistry in Southern Brazil. The Science of the Total Environment, v. 650, n. Pt 1, p. 1278–1291, 10 fev. 2019. DOI: https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2018.09.061
IMPELLIZZERI, P. et al. Pathogenesis of Congenital Malformations: Possible Role of Oxidative Stress. American Journal of Perinatology, v. 39, n. 8, p. 816–823, jun. 2022. DOI: https://doi.org/10.1055/s-0040-1721081
PAULI, R. M.; REISER, C. A. Wisconsin Stillbirth Service Program: II. Analysis of diagnoses and diagnostic categories in the first 1,000 referrals. American Journal of Medical Genetics, v. 50, n. 2, p. 135–153, 1 abr. 1994. DOI: https://doi.org/10.1002/ajmg.1320500205
SHEPARD, T. H.; FANTEL, A. G.; FITZSIMMONS, J. Congenital defect rates among spontaneous abortuses: twenty years of monitoring. Teratology, v. 39, n. 4, p. 325–331, abr. 1989. DOI: https://doi.org/10.1002/tera.1420390404
TOUFAILY, M. H. et al. Causes of Congenital Malformations. Birth Defects Research, v. 110, n. 2, p. 87–91, 2018. DOI: https://doi.org/10.1002/bdr2.1105
ZHANG, Y.-X. et al. Genetic analysis of first-trimester miscarriages with a combination of cytogenetic karyotyping, microsatellite genotyping and arrayCGH. Clinical Genetics, v. 75, n. 2, p. 133–140, fev. 2009. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1399-0004.2008.01131.x
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
O(s) autor(es) autoriza(m) a publicação do texto na da revista;
O(s) autor(es) garantem que a contribuição é original e inédita e que não está em processo de avaliação em outra(s) revista(s);
A revista não se responsabiliza pelas opiniões, idéias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es);
É reservado aos editores o direito de proceder a ajustes textuais e de adequação às normas da publicação.
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre) em http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html